Como usar
O que é. Cinco partes: por que manter custa mais do que instalar; a conta das 86 skills grupo por grupo, com a prova de onde cada grupo veio; por que procedência importa para quem toca um negócio; as três perguntas que eu passei a fazer antes de instalar; e o que fazer hoje se a sua pasta já está cheia.
Para quem é. Para quem já usa uma ferramenta de IA com skills e instalou mais do que consegue nomear. Você não precisa programar para aplicar o filtro daqui. Tem um comando no fim para você contar as suas, e ele é opcional.
O que este guia não entrega. Aqui se fala de procedência, não do conteúdo interno das skills. Não publico arquivo de pacote de outro autor nem cópia de skill de terceiro. Onde a origem está declarada, o guia diz o nome da origem; onde não está, ele diz que não está. O que se copia é o critério, e esse vai inteiro.
Duas palavras antes.
- Skill: um passo a passo escrito que a ferramenta de IA carrega sozinha quando o assunto dela aparece. É um arquivo com nome, não um robô que decide por você.
- Atalho: um comando que um pacote cria na pasta além da skill. Conto atalho à parte, porque somar os dois infla o número sem somar capacidade.
Parte 1. Instalar é de graça, manter é que custa
Instalar uma skill leva dez segundos e não cobra nada. O custo aparece depois: cada uma disputa a atenção da sua IA na hora de escolher qual receita usar, e quando você não sabe quem escreveu aquilo, você também não sabe o que vai acontecer quando ela for usada dentro de um cliente.
Fui contar as minhas com esse olho, e o resultado foi incômodo o suficiente para virar regra.
Os números da minha máquina (contados em 17/09/2026, 9h31, horário de Brasília)
- 86 skills instaladas. Esse é o número que eu tinha na hora da contagem.
- 29 atalhos criados por um único pacote open source. Somando skills e atalhos, são 115 nomes na mesma pasta.
- 59 delas, 69% do total, vieram de três fontes. Três decisões, não 59.
- 23 não dizem quem assina: sem autor, sem licença, sem repositório.
- 12 foram escritas dentro da operação, e são as que trabalham todo dia.
Critério da contagem: uma pasta de primeiro nível com arquivo SKILL.md conta como uma skill; atalho conta à parte. Trocar o critério troca o número, e é por isso que ele vai declarado aqui.
Antes de seguir, o aviso honesto: é uma máquina, num dia. Na sua os números vão ser outros. O que se copia é o método de contar e o filtro do fim.
Parte 2. De onde elas vieram, grupo por grupo
1. Um pacote traduzido de terceiro: 50 skills
Mais da metade da pasta veio de um pacote só, instalado em bloco. São skills de conselho executivo, marketing e gestão de produto. Trinta e nove trazem o nome de quem escreveu e licença MIT no cabeçalho do próprio arquivo. As outras onze são do mesmo pacote, com o rodapé de tradução idêntico, mas não declaram autor, licença nem repositório.
2. Um repositório aberto de CRO: 8 skills
São as oito que começam com cro-, sobre otimização de conversão. A origem está declarada no índice da pasta, com o nome do repositório. Entraram juntas, num download só.
3. Um pacote open source de navegador e QA: 1 skill que vira 29 atalhos
É a única que chega com licença, changelog e repositório dentro da própria pasta, ou seja, a mais bem documentada do acervo. Conta como uma skill, mas expõe 29 comandos na raiz. É exatamente por isso que a pergunta "quantas skills eu tenho" muda de resposta conforme o que você decide contar.
4. Repositórios individuais, um a um: 3 skills
Três casos em que eu fui atrás de um problema específico e trouxe uma skill só, com a origem anotada no índice da pasta. É o único grupo em que a decisão foi por skill, e não por pacote.
5. Feitas dentro da operação: 12 skills
São as que descrevem como a minha operação funciona: carregar o contexto do cliente certo, abrir cliente novo, integrar CRM e WhatsApp, mexer em loja, montar rastreamento, testar a compra antes de publicar, transformar aula em material de estudo, montar a esteira de conteúdo, definir direção visual. Nenhuma delas existiria fora daqui, porque descrevem processo, não teoria.
6. Sem nenhuma origem declarada: 12 skills
Nada: sem autor, sem licença, sem repositório, sem uma linha no índice. Eu instalei e esqueci. Somadas às onze do primeiro grupo, dão as 23 que não dizem quem assina.
Repare no que a soma diz: 50 mais 8 mais 1 dão 59 das 86, e essas 59 entraram em três decisões minhas, não em 59.
Parte 3. Por que isso importa para quem toca um negócio
- Pacote não é escolha. Quando você instala um pacote, o que está acontecendo é "aceito tudo". É assim que a pasta engorda sem melhorar entrega.
- Sem assinatura, sem recurso. Se a skill dá uma orientação errada dentro de um cliente e ela não tem autor, você não tem para quem perguntar nem como saber se aquilo foi atualizado depois.
- O que resolve é o que é seu. As 12 que eu uso todo dia não são melhores por serem melhores. São melhores porque sabem o nome do cliente, onde o contexto mora e qual é o passo seguinte da operação. Isso nenhum pacote público tem como te dar.
- Contagem alta não é capacidade. Oitenta e seis instaladas não me deixaram 86 vezes mais capaz. Deixaram a pasta mais pesada e a decisão mais lenta.
Parte 4. As três perguntas
Este é o filtro que passou a valer aqui. Antes de instalar qualquer skill, eu respondo estas três. Se falhar em uma, não entra.
1. Quem assina?
Abra o arquivo e procure autor, licença e repositório. Se não tiver nenhum dos três, é anônima: não instale numa máquina que toca cliente. Custo da verificação: trinta segundos de leitura.
2. O que ela faz que eu ainda não tenho?
Se a resposta for "mais ou menos o que a outra já faz", ela não está somando, está criando ambiguidade sobre qual das duas a IA vai escolher. Duplicata piora o resultado em vez de melhorar.
3. Onde ela roda esta semana?
Aponte a tarefa real, com nome e data. "Pode ser útil um dia" é o motivo de 23 das minhas estarem paradas. Se não houver uso nesta semana, salve o link e instale quando houver.
A regra que sai das três: instale uma por vez, use na tarefa que motivou a instalação, e só depois instale a próxima. Pacote inteiro só quando você tiver conferido a assinatura do pacote, não a de uma skill dele.
Parte 5. O que fazer hoje, se a sua pasta já está cheia
Se você usa uma ferramenta desse tipo e quer contar as suas pelo mesmo critério deste guia, é uma linha no terminal:
find ~/.claude/skills -maxdepth 2 -name SKILL.md | wc -l
Ele conta pastas com arquivo de skill dentro, que é o critério usado aqui. Com o número na mão, três passos:
- Marque as que você usou nos últimos 30 dias. Costuma ser uma minoria, e é essa minoria que está sustentando o seu dia.
- Nas que sobraram, procure autor, licença e repositório. As anônimas saem primeiro, começando pelas que tocariam cliente.
- Escreva uma skill sua: o processo que você explica toda semana para alguém da equipe. É a que vai trabalhar todo dia.
Se você quer ver como fica uma skill própria depois de pronta, o guia As 5 skills que eu uso todo dia mostra o problema que cada uma resolve e o limite de cada uma. E se a dúvida for anterior, se aquilo é skill, agente ou automação, o guia é Skill, agente ou automação: qual usar.
Os limites deste guia
Os números são de uma máquina, medidos em 17/09/2026. Não são benchmark de mercado e não valem como média de ninguém. "Escrita dentro da operação" aqui quer dizer escrita para a operação da H Shimana: o guia descreve o critério, não entrega as 12.
Parte 6. Como pedir isso pronto
Se quiser montar o seu com a gente, faça o Mapa de Prioridade e conte o que apareceu; sem compromisso.
GRUPO DO WHATSAPP
Os próximos guias saem primeiro no grupo
É onde eu mando o material novo e respondo dúvida de quem está montando o próprio sistema. Entrar e sair é livre.
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