Como usar
O que é. Cinco partes: o que é uma skill em uma frase; a lista das cinco com o nome de cada uma; as cinco explicadas uma a uma, com o problema que resolvem, o que fazem sozinhas e quando não usar; como escolher a sua primeira; e como pedir isso pronto.
Para quem é. Para quem toca um negócio e já ouviu falar em skill sem saber o que uma faz na prática. Você não precisa programar para entender a lista. Se quiser montar a sua, a parte 4 diz por onde começar.
Um aviso, para não prometer o que não vou entregar. O que vai aqui é o nome de cada skill, o problema, o que ela faz e o limite dela. Não mando o conteúdo interno delas: cada uma foi escrita para uma operação específica, com as fontes, os nomes de pasta e os combinados dessa operação, e copiar isso para outro negócio não funcionaria. O que se copia é o critério, e esse está inteiro aqui.
Parte 1. O que é uma skill, sem jargão
Skill é um passo a passo escrito que a ferramenta de IA carrega sozinha na hora certa. Não é um robô que decide por você e não é algo que roda de madrugada: é uma receita que fica guardada num arquivo, com um nome, e que entra em cena quando o assunto dela aparece.
O ganho não é a IA ficar mais inteligente. É a tarefa sair sempre do mesmo jeito, no mesmo padrão, sem depender de eu lembrar da sequência às onze da noite de uma sexta. Toda vez que eu percebo que fiz a mesma coisa três vezes igual, aquilo vira skill.
Quantas existem aqui (contadas em 16/09/2026)
- 12 skills próprias, escritas para a operação que eu toco.
- 87 disponíveis no total na máquina, contando as instaladas de terceiros. Volume não é o ponto: as que mudam o dia são poucas, e as cinco deste guia são as que eu abro todo dia.
Se você já usa uma ferramenta desse tipo e quer contar as suas, é uma linha no terminal:
ls ~/.claude/skills | wc -l
Se o número voltar alto e você não souber dizer o que metade delas faz, o problema não é falta de skill. É excesso de skill que ninguém usa.
Libere as partes 2 a 5
Deixe seu e-mail e abra agora o nome das cinco, o problema que cada uma resolve, o que ela faz sozinha, quando não usar e por onde começar a sua. Sem spam: só os próximos guias.
Parte 2. A lista das cinco
Cada uma nasceu de um problema que se repetia. Esta é a lista, na ordem em que elas entram no meu dia. O nome entre colchetes é o nome real do arquivo aqui dentro, para você ver que não é figura de linguagem.
- Ficha do cliente
carregador-de-contexto-cliente. Abre a ficha do cliente certo antes de qualquer resposta. - Esteira de posts
esteira-de-posts-modelados. Pega um post que funcionou e monta a leva inteira a partir dele. - Conceito e texto de campanha
pipeline-criativo-ads. Transforma uma ideia de campanha em conceitos e textos prontos para virar peça. - Teste de compra
qa-ecommerce. Testa o caminho de compra antes de eu mexer numa loja que está no ar. - Aula em resumo
educacional-shimana. Transforma uma aula longa em resumo do que fazer.
Parte 3. Uma a uma
1. Ficha do cliente
O problema. Responder sobre um cliente de memória. O combinado, a identidade visual, o que já foi decidido e o que está proibido não cabem na cabeça de ninguém quando são vários clientes ao mesmo tempo. E o erro pior não é esquecer: é aplicar no cliente A uma decisão que era do cliente B.
O que ela faz sozinha. Identifica de qual cliente se trata, abre os arquivos daquele cliente numa ordem fixa, do mais geral ao mais específico, e carrega só o que a tarefa exige. Um cliente por vez, sem misturar. Se o nome for ambíguo, ela pergunta em vez de chutar; se o cliente não existir na base, ela diz que não existe em vez de inventar uma ficha.
Quando não usar. Em tarefa que não tem dono definido, ou quando o cliente ainda não tem ficha nenhuma escrita. Nesse caso o passo anterior é criar a ficha, não carregar uma que não existe.
2. Esteira de posts
O problema. Começar do zero toda semana. Olhar a tela em branco na segunda-feira é o que faz a maioria das contas publicarem em soluço: três posts numa semana, nenhum nas duas seguintes.
O que ela faz sozinha. Parte de um post que comprovadamente funcionou, copia a estrutura, a ordem dos argumentos e o tipo de chamada, e monta a leva trocando o assunto e as provas. Modelar é copiar a estrutura, nunca a arte nem o texto do outro: o que entra no lugar são as provas da operação, com número que existe.
Quando não usar. Para criativo de anúncio pago, que é outra skill e outra lógica. E quando não existe post validado para modelar: sem referência que funcionou, ela só multiplicaria um chute.
3. Conceito e texto de campanha
O problema. A distância entre "vamos anunciar" e ter peça pronta. É onde a campanha trava por dias, porque ninguém decide o ângulo.
O que ela faz sozinha. Recebe oferta, público e objetivo e devolve os conceitos, os textos e a descrição do que a peça precisa mostrar, em formato que a produção usa direto. Se faltar um dos três dados que sustentam tudo, ela pergunta em vez de preencher com achismo.
Quando não usar. Quando você ainda não sabe qual é a oferta, para quem é e o que quer que aconteça. Criativo não conserta oferta indefinida. E ela não gera a arte final nem sobe a campanha: isso é trabalho de outras mãos.
4. Teste de compra
O problema. Mexer numa loja que está no ar e descobrir pelo cliente que o carrinho quebrou. Loja com anúncio rodando e checkout travado queima dinheiro em silêncio, e a conta só aparece no fim do dia.
O que ela faz sozinha. Percorre o caminho de compra inteiro num navegador de teste, do produto até o checkout, olhando erro de página, tempo de carregamento e o que o site reclama por baixo. Se o caminho não passa, o deploy não sobe. É um freio, não um relatório.
Quando não usar. Sem cuidado com a medição da loja. Navegador de teste passeando numa loja com pixel vivo suja os seus números e pode até disparar evento de compra falso, o que estraga a leitura da campanha por dias. Ou se protege a medição antes, ou não se roda.
5. Aula em resumo
O problema. Comprar o curso, assistir metade e não aplicar nada. Conteúdo longo que vira pasta parada é dinheiro e tempo jogados fora.
O que ela faz sozinha. Pega a aula que você tem direito de assistir, transcreve e devolve um pacote com o resumo, as ações concretas e as perguntas que testam se você entendeu de verdade. O que sai não é resumo bonito, é lista do que fazer.
Quando não usar. Em conteúdo que você não tem autorização para processar, e em material com dado pessoal ou informação confidencial. Mandar isso para um serviço de fora não é atalho, é problema novo.
Parte 4. Como escolher a sua primeira
Não comece pela mais impressionante. Comece pela mais chata: a tarefa que você já fez três vezes esta semana, do mesmo jeito, e que você faria de novo amanhã. Repetição igual é a assinatura de uma skill.
Duas coisas antes de escrever:
- Escreva o passo a passo em dez linhas, na mão. Se não couber em dez linhas, ou o processo ainda não está mapeado, ou a tarefa precisa de julgamento e não é skill.
- Diga onde estão as informações. Metade das skills que não funcionam falha aí: a receita está certa, mas ela não sabe de onde tirar o dado.
E se a dúvida for anterior, se aquilo é skill, agente ou automação, o guia que resolve isso é Skill, agente ou automação: qual usar, com a regra prática e um checklist de 5 perguntas.
Parte 5. Como pedir isso pronto
Se quiser montar as suas com a gente, faça o Mapa de Prioridade e conte o que apareceu; sem compromisso.